O silêncio de Anne


Anne estava acordada há quase uma hora, mais não estava preparada para enfrentar o dia. Olhava pela janela de seu quarto como se estivesse perdida. Talvez, a Anne que estávamos acostumados a ver, sorridente, alegre, romântica, engraçada, extrovertida não estivesse mais ali. Em seu universo paralelo Anne criou expectativas, sonhos e esperança. Mas, por falta de atitudes, por assim dizer não os fez. E, hoje com 25 anos não sabe o que pretende fazer de sua vida. A faculdade está no fim, o noivado está próximo e os seus medos estão à flor da pele.
-Vem tomar café amor, tá pronto, gritou seu noivo.
Anne desceu as escadas em direção a cozinha e sentou-se no canto apertado da parede.
-O que houve amor? Você está estranha está manhã. Não me deu  bom dia e nem o meu beijo.
-Não houve nada meu amor, desculpe-me, ainda estou acordando. Disse ela com o olhar longe.
-Tá bom, quando quiser falar ou conversar estarei aqui, lhe esperando.
-ok
Embora Anne o amasse muito, sentia que faltava algo em sua vida. Não na parte “amorosa”, pois estava feliz com o seu relacionamento, seu noivado. Mas era algo com o qual ela não sabia lidar. Precisava se encontrar para estar completa e realizada consigo mesma. Talvez, fosse a pressão da sua nova vida, seus primeiros dias no trabalho novo, a rotina de uma casa, contas a pagar, comidas a serem feitas, casa para arrumar e  além disso, ter que fazer tudo isso sem esquecer de si. Uma vida difícil de ser absorvida de imediato.
Tempo, essa era a palavra certa na qual Anne deveria ter escrito nas páginas em branco do Word. Nos capítulos de sua vida. Mas, infelizmente Anne não deu conta e, teve a sua personalidade “sugada” pela sociedade. No fim, ela se tornou o seu maior pesadelo.

Monique Cordeiro

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