Vales do suplício


Seu conto apenas começou. Ele vem de longe. Da terra de lugar nenhum. Ouço um zumbido vindo de longe, onde apenas seu nome é sussurrado bem baixo. Onde se quer encontra-se a luz. Onde só há a escuridão de minha alma, uma alma atormentada pelos demônios encontrados no caminho por onde passei sem segurar a sua mão. Meu coração agora frio e gélido não teme mais estes caminhos. Minha alma não se perturba mais com os gritos no longo corredor escuro e frio. Escute a minha alma, ela clama pelo seu perdão.  Cuide do meu choro. Pois, todo o meu choro pode inundar o ser humano que ainda resta em mim.
Linda Dama, dona do meu coração. Escuto seus paços e avisto seu rosto calmo e sereno em meio a um feche de luz em uma profunda escuridão. Você está de volta. Trazendo-me a alegria e felicidade. Enchendo minha alma de esperança. Sinto que ainda há salvação para mim, agora. Mas, de repente, a escuridão tornou a voltar e descubro que foi apenas o meu subconsciente clamando pela sua presença. Esperando a sua mão para me salvar de mim mesmo. Foi apenas o som do meu coração batendo sozinho.
 O que resta a minha volta. É tudo tão estranho, tão frio e obscuro. Estou sozinho aqui, tentando juntar os pedaços do meu coração que partiu com a sua morte. Minha menina, seu conto tem um fim. Pois seu amor aos céus foi enviado. E, na escuridão do céu estrelado, quando voltares e olhares bem firmemente para a estrela mais brilhante, saberá que eu estou ali. Olhando por ti. Minha pequena, minha vida, minha dama. E, verás que para você eu nunca morrerei.





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